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Capsulite Adesiva
Conceito:

Também chamada de Ombro congelado (Frozen Shoulder), a capsulite adesiva é uma doença relativamente frequente do ombro, caracterizada por um quadro clínico de dor intensa, por vezes com piora noturna, associado a perda progressiva da amplitude de movimento (pelo menos 50% dos três principais movimentos do ombro que são: elevação anterior, rotação externa e interna) com análise radiográfica normal.

Causa (etiologia):

A causa é desconhecida. Pode estar relacionada com pacientes portadores de alterações hormonais (Diabetes Mellitus, doenças da tireóide, etc), processos inflamatórios esporádicos (tendinites), traumatismos, imobilização prolongada, estado depressivo ou mesmo não haver nenhuma associação detectável.

Tem como fisiopatologia a substituição temporária das células que compõem a cápsula da articulação do ombro (metaplasia) para fibroblastos produtores de fibrose (tecido cicatricial) que apresentam menor elasticidade que o tecido normal (Capsulite Adesiva). Tal evento ocorre as custas de processo inflamatório (Capsulite), causando dor nas fases iniciais, seguido pela limitação progressiva da amplitude de movimento articular. Tal evento é cíclico, evoluindo para melhora progressiva ao longo do tratamento.



Fases:

São 3 fases, nem sempre perfeitamente definidas:

1. Fase inflamatória - a dor é a principal característica, de forte intensidade, sem nenhuma outra causa aparente. A amplitude de movimento articular ainda é possível, mesmo que passivamente. Pode durar até 9 meses.

2. Fase de Congelamento ou Rigidez – perda progressiva do movimento, com dificuldades para realizar atividades cotidianas como abotoar o sutiã, colocar a mão na cabeça ou nas costas, alcançar objetos mais altos. A dor ainda pode estar presente nesta fase que pode durar 12-18 meses.
3. Fase de Descongelamento – o ganho do movimento é progressivo e o sucesso da fisioterapia é muito mais evidente. A dor aparece somente no final do arco de movimento.

Por vezes, existe uma restrição final ao tratamento de 15-20% da amplitude de movimento global. A recuperação de 100% é possível na maioria dos casos.

Diagnóstico:

O Diagnóstico é feito pela história clínica do seu médico especialista, exame físico completo do ombro quando a dor permitir e exames complementares. O principal exame é o radiográfico. Ele permite descartar a rigidez da capsulite adesiva do bloqueio mecânico articular da osteoartrose, por exemplo.

Tratamento:

Seu tratamento é multidisciplinar, com medidas analgésicas, controle das doenças de base quando houver (Diabetes Mellitus, distúrbios da tireóide, depressão etc), fisioterapia diária para ganho/manutenção da amplitude de movimento articular e analgesia.



Associar medidas coadjuvantes como hidroterapia em piscina térmica. Esta melhora o arco de movimento, relaxa a musculatura, além de ser uma forma de entretenimento social.

O tratamento cirúrgico é uma exceção para esta doença. Não deve ser indicado quando existe melhora dos sintomas de dor e ganho da amplitude de movimento. Todavia, indivíduos que permanecem por longos períodos com rigidez articular sem ganho de amplitude (por mais de 3 meses), podem ser candidatos a tratamento cirúrgico. Este, deve ser realizado de forma Videoartroscópica (2-3 orifícios menores de 0,5 cm) com a liberação capsular circunferencial do ombro, analgesia pós-operatória e reabilitação precoce.

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