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Doenças Degenerativas
1. OSTEOARTRITE DO OMBRO

As articulações sinoviais do ombro (glenoumeral, esternoclavicular e acromioclavicular) podem sofrer degeneração articular de sua cartilagem hialina, dando início a um processo irreversível de doença articular. Cada articulação apresenta um comportamento clínico característico. A acromioclavicular inicia sua degeneração articular por volta da segunda década de vida com as primeiras degradações do seu menisco articular. Normalmente é assintomática. Em situações traumáticas ou nos esportes de arremeço e musculação pode tornar-se sintomática, havendo necessidade de avaliação médica para conduta terapêutica.

A osteoartrite glenoumeral (artrose do ombro) ocorre por degradação da cartilagem hialina desta articulação com estreitamento do espaço articular, perda da amplitude de movimento, formação de cistos subcondrais, osteófitos periarticulares e quadro doloroso. O diagnóstico é clínico e radiográfico, havendo em alguns casos necessidade de tomografia computadorizada para avaliar melhor a destruição óssea. A ressonância nuclear magnética é feita quando o especialista suspeita que possa haver lesão do manguito rotador associada, que é raro nesta enfermidade (aproximadamente 7% dos casos).

A conduta terapêutica deve ser conduzida pelo ortopedista havendo indicação de tramento conservador sem cirurgia no início das lesões ou tramento cirúrgico em pacientes que evoluem com perda progressiva da amplitude de movimento, dor e piora funcional (aumento da morbidade). Nestes casos a cirurgia pode ser a opção com a realização das artroplastias parciais ou totais do ombro (prótese de ombro).

As osteoartrites esternoclaviculares frequentemente são assintomáticas.


Osteoartrite do Ombro

Artroplastia do Ombro



Artroplastia Total do Ombro


2. A ARTROPATIA DO MANGUITO ROTATOR

A Artropatia do Manguito Rotador foi descrita inicialmente por Smith R.W. em 1853. Trata-se de uma doença degenerativa decorrente da disfunção crônica tendões do manguito rotador, com diminuição do espaço acromioumeral, síndrome do impacto e alterações artríticas. Ela ocorre em até 5% das lesões extensas do manguito rotador, sendo mais frequentes em pacientes dos sexo feminino. Por alterações biomecânicas e metabólicas ocorre uma deficiência nutricional da cartilagem articular por perda do efeito estanque do manguito rotador rompido e de sua cápsula articular danificada. A ação da cascata inflamatória com a atuação dos mastócitos associada ao desequilíbrio biomecânico leva a ascensão da cabeça umeral que passa a usar o acrômio como apoio para articular com a cabeça umeral e não mais a glenóide, agravando as lesões dos tendões remanescentes e desencadeando uma doença degenerative bastante incapacitante.

O tratamento dessa enfermidade é extremamente difícil devendo o ortopedista especialista julgar através de diversos fatores clínicos (presença de pseudoparalisia, manobras deficitárias que indicam grave infiltração gordurosa dos tendões do manguito rotador) e de exames complementares (radiografias, ressonância nuclear magnética com evidência da extensão da lesão, grau de atrofia e de infiltração gordurosa) qual a melhor alternativa terapêutica. Pode ser conservadora ou cirúrgica.

Dentre as opções cirúrgicas a melhor opção quando bem recomendada é a artroplastia reversa do ombro. Procedimento cirúrgico de grande porte que visa mudar o conceito da articulacão do ombro colocando um cúpula no lugar da cabeça umeral e uma esfera (chamada de glenosfera) na glenóide. Dessa forma, o ombro funcionaria sem a necessidade da estabilidade e motricidade proporcionada pela integridade dos tendões do manguito rotador.


Imagem por Ressonância com importante degeneração gordurosa dos músculos do manguito rotador

Rx de paciente com Artropatia do Manguito Rotador com grande ascensão da cabeça umeral




3.ARTROPATIA DO OMBRO POR ARTRITE REUMATÓIDE (OMBRO REUMÁTICO)

Pacientes portadores de artrite reumatóide pode adoecer também a articulação do ombro.

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica, autoimune, caracterizada por poliartrite simétrica, principalmente das mãos, associada à rigidez matinal e fadiga. O ombro é acometido em 91% dos pacientes com artrite reumatóide com mais de 5 anos de evolução. A articulação acromioclavicular é mais acometida do que a glenoumeral, podendo atingir até 1/3 dos pacientes, com características clínicas, laboratoriais e imaginologia bem peculiares.


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