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Luxações
1. LUXAÇÃO DO OMBRO:

A também chamada de luxação glenoumeral ocorre quando existe a completa separação das superfícies articulares sendo necessário a redução da articulação com auxílio de outra pessoa (colocar no lugar). Caso a translação da cabeça umeral seja em menor proporção e o paciente consegue a auto-redução (coloca no lugar o ombro sem auxílio) denominamos subluxação, ou seja, translação sintomática da cabeça umeral sem completa separação de suas superfícies articulares.

A luxação do ombro mais frenquente acontece decorrente a lesões ligamentares traumáticas. Desta forma, os episódios subsequentes de luxação são mais frequentes quando mais jovem é o paciente no momento do primeiro episódio traumático de luxação.

Em algumas situações, o ombro torna-se instável por fatores predisponentes ao indivíduo (hiperelasticidade ou frouxidão ligamentar generalizada). Cada caso deve ser avaliado corretamente pelo especialista para o adequado tratamento.

O tratamento pode ser:
- conservador (sem cirurgia) com proteção temporária para as atividades de risco, imobilização em alguns casos e tratamento fisioterápico com o fortalecimento da musculatura periescapular e do manguito rotador.

- Cirúrgico por métodos tradicionais (cirurgia aberta convencional) ou videoartroscópica. Cada caso deve ser avaliado corretamente para a melhor indicação visando reduzir o índice de recidiva (novos episódios de luxação após o tratamento).

O pós-operatório inclui curativos enquanto houver pontos, que devem ser retirados com 2 semanas de cirurgia. O uso de tipoia deve ser por 3 semanas.


Rx pós-operatório em AP verdadeiro de luxação com implantes bioabsorvíveis

Aspecto pós-operatório com 6 semanas



Lesão de Bankart por Ressonância (Corte Axial)

Rx em AP verdadeiro no pós-operatório de cirurgia aberta convencional




2. LUXAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR:

É a completa separação das superfícies articulares da clavícula com o acrômio com lesões ligamentares associadas causando, frequentemente, deformidade. A causa mais freqüente é a queda (futebol, acidente de motocicleta, etc) com trauma posterior e lateral ao ombro.

Além da deformidade, as luxações acromioclaviculares podem causar dor residual e perda de força para movimentação do ombro. Em graus avançados, pode ocorrer tração progressiva do plexo braquial (raízes nervosas que saem da coluna cervical e comandam o membro superior) causando dor, formigamento e perda de força.

Cada lesão é avaliada individualmente, levando em consideração dados pessoais como dominância, trabalho que executa, idade, porte físico, esporte (profissional ou lazer) etc. Exames complementares são importantes como radiografias em incidência específica e raramente, Ressonância Nuclear Magnética. O tratamento pode ser conservador com repouso e tipoia por um período de 3 semanas, seguido pela reabilitação fisioterápica ou cirúrgico com reconstrução ligamentar e redução da articulação luxada.


Imagem que demonstra aspecto radiográfico da luxação acromioclavicular

Esquema demonstrando os ligamentos lesionados na luxação acromioclavicular



Rx pós-operatório de luxação acromioclavicular


3. LUXAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR:

É a completa separação das superfícies articulares da articulação da clavícula com o osso esterno. É mais rara que a luxação acromioclavicular. Pode ser traumática ou até decorrente a médios esforços como um trabalho braçal. Ela é dividida em dois tipos: posterior e anterior.

Ambas devem ser avaliadas por radiografias específicas e, em alguns casos, avaliação por tomografia computadorizada.

Luxações posteriores podem ser conduzidas com redução na urgência, pois podem causar compressão de vias aéreas. Felizmente, são mais raras.

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