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Reabilitação

O ombro é uma articulação que requer elevados níveis de atividade muscular. A sincronia dessas unidades musculotendinosas em associação às estruturas capsulolabiais estáticas funcionantes, fazem com que esta articulação seja a de maior amplitude de movimento de todo o corpo sacrificando assim sua estabilidade, fornecida por mecanismos estáticos e dinâmicos.

A sinergia adequada entre os componentes estáticos e dinâmicos do ombro é intermediada pelo sistema sensoriomotor. Esse sistema é um subcomponente do controle motor do corpo, descrevendo os componentes sensoriais, motores e de processamento/integração central, envolvidos na manutenção da homeostasia articular durante os movimentos. Os mecanorreceptores periféricos (estruturas celulares presentes no músculo, tendão, cápsula articular, fáscia, ligamentos e pele próxima a articulação que informam ao sistema nervoso central o grau de deformação tecidual) são os elementos mais importantes.

O controle neuromuscular é a atuação inconsciente do sistema nervoso central na ativação muscular e nos fatores contribuintes da tarefa.

Na existência de lesão dos mecanismos estabilizadores, há uma redução no estímulo dos mecanorreceptores capsuloligamentares e musculotendíneos, desorganizando a informação aferente ao sintema nervoso central, o que altera a resposta sensoriomotora na restrição dinâmica e estabilidade articular. Essa combinação de déficits mecânicos e alterações sensoriomotoras contribui para os déficits na estabilidade funcional, podendo gerar padrões de re-lesão comumente observados no ombro.

A cinesioterapia proporciona não somente reabilitação aos lesionados ou operados mas também auxilia significativamente na prevenção de lesões em atletas.

A reabilitação pós-cirúrgica consiste num alicerce fundamental para recuperação integral do paciente lesionado, devendo seguir o ritmo orientado pelo seu médico especialista em conjunto com a equipe de fisioterapia. O processo deve ser lento e gradual, respeitando os limites da dor e recuperação do paciente. Cada caso responde de maneira peculiar, não havendo regras e verdades absolutas.

A ordem de analgesia e ganho da amplitude de movimento sempre devem ser o início da recuperação. Após esta fase e o tempo de cicatrização biológica dos tecidos reparados (isso varia de acordo com as lesões e as técnicas cirúrgicas empregadas), progredimos para o fortalecimento, ganho de propriocepção e adaptação laboral e/ou esportiva.